Fale com seus funcionários
Como uma boa comunicação pode acabar com a “rádio peão” e tornar seus funcionários mais motivados
Por Raquel Kuhn
Base fundamental de sustentação da comunicação externa, além de ser uma maneira de consolidar a imagem pública da empresa, comunicação interna é também um meio de difundir os valores e princípios da organização entre seus colaboradores. “Boa comunicação interna e o êxito organizacional expressam uma relação de causa e efeito”, disse o autor do livro“A Cultura do Diálogo” e diretor executivo da FGM Consultoria, Gustavo Gomes de Mattos.
Além disso, é o que realmente garante o alinhamento dos colaboradores com a missão, objetivos e metas empresariais a serem alcançados. Veja na entrevista abaixo como o diálogo é importante na relação com os funcionários.
- Como você define comunicação interna?
Ela nada mais é do que a expressão dos valores que fundamentam e regem a atuação da empresa. Portanto, a comunicação entre os funcionários deve ser fruto da cultura empresarial de abertura para o diálogo e relacionamento humano. De nada adianta, por exemplo, programas de endomarketing, blogs corporativos, publicações para os funcionários, se internamente não existe comunicação e interação entre pessoas, equipes, divisões e áreas de trabalho.
- A cultura do diálogo pode ser considerada um desafio das empresas?
Sim. Um dos maiores no mundo empresarial é incentivar o saudável exercício do diálogo aberto e franco, sem rodeios ou intolerâncias, favorecendo assim a convivência das diferenças. Comunicação é vida, é emoção, é sentimento, é relacionamento humano. Pessoas e empresas que compreendem a essência dessa mensagem costumam ser bem-sucedidas em suas áreas de atuação.
- O que você aponta como conseqüência da má comunicação?
Para começar, em um ambiente em que há comunicação e diálogo, existe motivação para superar desafios e metas. A improdutividade, a perda de clientes, o defeito de máquinas e equipamentos, os acidentes de trabalho e o não cumprimento de prazos e metas são bons exemplos disso.
- Quando a “liberdade” com o funcionário atrapalha a empresa?
A palavra liberdade rima com responsabilidade. E em minha opinião, um funcionário bem informado, respeitado, valorizado e conscientizado dos seus deveres e direitos dificilmente atrapalhará a atuação da empresa. Muito pelo contrário, ele fará de tudo para alcançar os melhores resultados pelo bem de todos.
- Uma boa comunicação significa a extinção da “rádio peão”?
Sem dúvidas, uma boa comunicação significa menos complicação, mais informação e menos manipulação. E isso acarreta mais valorização humana, confiança e diálogo. Então, desse cenário, podem surgir muitos canais informais de comunicação, bem diferentes da “rádio peão”. Tem que ter muito cuidado, uma vez que a distorção das informações administrativas e gerenciais ocasiona grandes índices de desperdício e altos custos oriundos do trabalho.
- Ouvidoria é importante?
A criação de uma ouvidoria interna é sempre uma boa idéia, porém, se não for acompanhada por uma política de comunicação voltada para a cultura do diálogo e a valorização humana, em pouco tempo ela perderá toda sua funcionalidade e eficácia. A iniciativa pode cair em total descrédito e então acabará gerando uma repercussão tremendamente negativa.
- Como agir com os funcionários em momentos de crise?
A maioria das empresas prefere resolver as crises de portas e bocas fechadas. A direção resolve e ninguém fica sabendo. Algumas vezes dá certo, mas, quase sempre, o resultado é medíocre e o problema retorna pior do que antes.
Se uma mudança estratégica ou uma crise interferem diretamente na atuação do funcionário, a transparência, a honestidade e a ética são fundamentais, pois, sem elas, dificilmente a empresa conseguirá o engajamento dos seus colaboradores na busca de soluções. Já quando existe relação de confiança entre gestor e funcionários, a crise pode servir até para unir e motivar as pessoas.
- Saber ouvir mais deve ser uma característica do líder?
Com certeza, o líder é aquele que integra pessoas diferentes e equipes diversas por objetivos e verdades comuns. Para isso, uma das habilidades mais elementares do líder está associada à sua capacidade de saber ouvir e interpretar os anseios, expectativas e sentimentos das pessoas que integram sua equipe.
-E qual a realidade hoje nas empresas?
No ambiente corporativo há uma tendência, ou melhor, um condicionamento negativo e ultrapassado, que expressa o dito popular "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Porém, os colaboradores podem ajudar, mostrando que são as melhores idéias para os negócios. Ainda precisamos vivenciar melhor a máxima que diz: “cada um depende de todos e todos dependem de cada um”.
Fale com seus funcionários
Como uma boa comunicação pode acabar com a “rádio peão” e tornar seus funcionários mais motivados
Por Raquel Kuhn
Base fundamental de sustentação da comunicação externa, além de ser uma maneira de consolidar a imagem pública da empresa, comunicação interna é também um meio de difundir os valores e princípios da organização entre seus colaboradores. “Boa comunicação interna e o êxito organizacional expressam uma relação de causa e efeito”, disse o autor do livro“A Cultura do Diálogo” e diretor executivo da FGM Consultoria, Gustavo Gomes de Mattos.
Além disso, é o que realmente garante o alinhamento dos colaboradores com a missão, objetivos e metas empresariais a serem alcançados. Veja na entrevista abaixo como o diálogo é importante na relação com os funcionários.
- Como você define comunicação interna?
Ela nada mais é do que a expressão dos valores que fundamentam e regem a atuação da empresa. Portanto, a comunicação entre os funcionários deve ser fruto da cultura empresarial de abertura para o diálogo e relacionamento humano. De nada adianta, por exemplo, programas de endomarketing, blogs corporativos, publicações para os funcionários, se internamente não existe comunicação e interação entre pessoas, equipes, divisões e áreas de trabalho.
- A cultura do diálogo pode ser considerada um desafio das empresas?
Sim. Um dos maiores no mundo empresarial é incentivar o saudável exercício do diálogo aberto e franco, sem rodeios ou intolerâncias, favorecendo assim a convivência das diferenças. Comunicação é vida, é emoção, é sentimento, é relacionamento humano. Pessoas e empresas que compreendem a essência dessa mensagem costumam ser bem-sucedidas em suas áreas de atuação.
- O que você aponta como conseqüência da má comunicação?
Para começar, em um ambiente em que há comunicação e diálogo, existe motivação para superar desafios e metas. A improdutividade, a perda de clientes, o defeito de máquinas e equipamentos, os acidentes de trabalho e o não cumprimento de prazos e metas são bons exemplos disso.
- Quando a “liberdade” com o funcionário atrapalha a empresa?
A palavra liberdade rima com responsabilidade. E em minha opinião, um funcionário bem informado, respeitado, valorizado e conscientizado dos seus deveres e direitos dificilmente atrapalhará a atuação da empresa. Muito pelo contrário, ele fará de tudo para alcançar os melhores resultados pelo bem de todos.
- Uma boa comunicação significa a extinção da “rádio peão”?
Sem dúvidas, uma boa comunicação significa menos complicação, mais informação e menos manipulação. E isso acarreta mais valorização humana, confiança e diálogo. Então, desse cenário, podem surgir muitos canais informais de comunicação, bem diferentes da “rádio peão”. Tem que ter muito cuidado, uma vez que a distorção das informações administrativas e gerenciais ocasiona grandes índices de desperdício e altos custos oriundos do trabalho.
- Ouvidoria é importante?
A criação de uma ouvidoria interna é sempre uma boa idéia, porém, se não for acompanhada por uma política de comunicação voltada para a cultura do diálogo e a valorização humana, em pouco tempo ela perderá toda sua funcionalidade e eficácia. A iniciativa pode cair em total descrédito e então acabará gerando uma repercussão tremendamente negativa.
- Como agir com os funcionários em momentos de crise?
A maioria das empresas prefere resolver as crises de portas e bocas fechadas. A direção resolve e ninguém fica sabendo. Algumas vezes dá certo, mas, quase sempre, o resultado é medíocre e o problema retorna pior do que antes.
Se uma mudança estratégica ou uma crise interferem diretamente na atuação do funcionário, a transparência, a honestidade e a ética são fundamentais, pois, sem elas, dificilmente a empresa conseguirá o engajamento dos seus colaboradores na busca de soluções. Já quando existe relação de confiança entre gestor e funcionários, a crise pode servir até para unir e motivar as pessoas.
- Saber ouvir mais deve ser uma característica do líder?
Com certeza, o líder é aquele que integra pessoas diferentes e equipes diversas por objetivos e verdades comuns. Para isso, uma das habilidades mais elementares do líder está associada à sua capacidade de saber ouvir e interpretar os anseios, expectativas e sentimentos das pessoas que integram sua equipe.
-E qual a realidade hoje nas empresas?
No ambiente corporativo há uma tendência, ou melhor, um condicionamento negativo e ultrapassado, que expressa o dito popular "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Porém, os colaboradores podem ajudar, mostrando que são as melhores idéias para os negócios. Ainda precisamos vivenciar melhor a máxima que diz: “cada um depende de todos e todos dependem de cada um”.
