Debate
Você RH em debate: da intenção à proposição
*Por Caroline Santana >> Fotos de Flavio Santana
Com a proposta de sugerir um repensar estratégico sobre a área de gestão de pessoas, a Revista Você RH promoveu no dia 20 de outubro o Você RH em Debate. O evento tem o objetivo de discutir a atuação dos líderes de recursos humanos e seu papel nas organizações.
Para compor grupos de trabalho, foram convidados gestores de RH de importantes empresas do país, a nata dos executivos de gestão de pessoas. A condução desse projeto ficou sob a responsabilidade da Korn/Ferry International, em parceria com a equipe da Revista Você RH.
Os presentes foram recepcionados por Alexandre Caldini, diretor- superintendente das revistas INFO, Exame e Você S.A, que fez comentários sobre o bom momento em que vive o Brasil e o papel que o RH tem agora para desenvolver pessoas que executem os projetos que o país tem pela frente. Em seguida, Alexandre Fialho, presidente da área de leadership & talent da Korn/Ferry International para a América Latina, também destacou a relevância da área de gestão de pessoas na estratégia de uma empresa, principalmente como um protagonista na criação de propósito e inspiração.
Na sequência, Marcos Piccini, presidente da área de leadership & talent da Korn/Ferry International no Brasil, apresentou brevemente os quatro fatores que transformam o papel do RH nas empresas, que são: a demanda por talentos, o aumento da capacidade de retenção, a criação de vantagem competitiva em ativos intangíveis e as movimentação em RH (a nova demanda da área).
Após isso, Piccini propôs um primeiro exercício aos executivos. A ideia foi levantar quais são os atributos de cultura organizacional - estrutura, clima, transparência, diversidade, dentre outros - necessários para sustentar a estratégia dos negócios das empresas, hoje e no futuro. Fatores como visão e valores, motivação, gestão de talentos, foco financeiro, integridade nos negócios e clima figuraram na pauta do que deve ser fortalecido e merece maior atenção dos RHs.
Num segundo momento, os gestores foram divididos em três grupos de trabalho, cada um deles pautado por um tema: atração, capacitação e retenção de talentos. As equipes tinham o desafio de recomendar ações estratégicas para a comunidade de Recursos Humanos, frente ao contexto atual e futuro do Brasil.
Resultados
Guilherme Rhinow, diretor de recursos humanos da Votorantim Cimentos, foi o responsável por apresentar as conclusões sobre o tópico atração. Dentre as diversas conclusões do grupo, surgiu a proposta de se planejar de forma estratégica esse quesito, ou seja, pensar em que tipo de pessoa a companhia precisa, em que quantidade e, enfim, como atraí-las. A questão não é apenas preencher as vagas, mas antecipar as demandas do negócio.
Outra recomendação dada pelo grupo foi a de unir a força das empresas para formar mão de obra no país, ou pelo menos direcionar ações para que isso ocorra, rompendo as barreiras da competição e dando mais destaque à colaboração. Essa necessidade também foi sentida pelo grupo de trabalho que abordou o desenvolvimento de talentos.
Capacitação
As conclusões da equipe que discutiu o desenvolvimento de talentos foram apresentadas por Antônio Salvador,vice-presidente de recursos humanos da HP. Uma das principais constatações dos executivos foi a de que o tema desenvolvimento não se aplica apenas ao crescimento hierárquico de um profissional ou seu planejamento de carreira. A questão, segundo o grupo, é como capacitar pessoas para que elas assumam posições complexas na empresa, não necessariamente de liderança.
A equipe ressaltou ainda que todo esse processo de formação deve exceder os treinamentos e as salas de aula, e passar por experiências e formação de competências. Cabe ainda orientar o profissional a ser o protagonista de seu desenvolvimento, e manter esse processo alinhado à estratégia da companhia e à aspiração do funcionário.
Retenção
Johannes Castellano, diretor de recursos humanos da Azul Linhas Aéreas, foi o porta-voz do grupo que pensou nas estratégias de retenção de talentos. Para o executivo e seus colegas de discussão, a companhia deve ser o veículo que levará o profissional de onde ele está para aonde quer chegar. Portanto, alinhar as expectativas e propósitos de empresa e colaborador torna-se fundamental para se manter bom talento na organização.
O diretor ressaltou também que a remuneração faz parte sim do trabalho de reter pessoas, mas não é tudo. E mais: proposta salarial não pode ser uma moeda de troca, de barganha. Além disso, o grupo defendeu ainda a ideia de turnover forçado da liderança, dando espaço e oportunidade para que os talentos retidos alcancem também as posições estratégicas.
-
_fla9092VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9131VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9153VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9175VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9203VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9223VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9241VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9264VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9269VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9273VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9276VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9326VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9431VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9466VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9519VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9558VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9563VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9583VOCE RHVOCÊ RH -
_fla9645VOCE RHVOCÊ RH
