As empresas brasileiras que operam em mercados internacionais estão alcançando melhores resultados (receita, lucro ou ambos) do que aquelas que concentram seus negócios exclusivamente no mercado nacional, concluiu a Regus, empresa de soluções de espaço de trabalho, em um estudo com foco em exportações. A expansão para o exterior está na agenda de 61% das companhias brasileiras que atuam exclusivamente no mercado doméstico, e de 96% das organizações (nacionais e multinacionais) que já operam no exterior.
Aqueles que pretendem ampliar seus negócios para outros mercados esbarram em dois obstáculos: patrimônio e pessoas. De acordo com o estudo, 45% das empresas têm o desafio de estabelecer uma presença física no país estrangeiro; para 56%, é difícil formar uma equipe ideal quando se chega a uma determinada nação. Quando o assunto é liderança, 67% das companhias acreditam que é essencial ter um gerente do próprio país de origem da empresa (nesse caso, o Brasil), quando se inicia a operação no exterior. Vale ressaltar ainda que em 75% das organizações, apenas gerentes com fluência no idioma local do país (que recebe a operação) são designados para comandar os trabalhos.
Apesar dos desafios, 44% diretores financeiros (CFOs) entrevistados no Brasil declararam que fazer negócios no exterior está mais fácil do que há três anos.